AS MISSÕES JESUÍTICO-GUARANIS: TERRITORIALIDADES, IDENTIDADES E PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL

Érico Teixeira de Loyola

Resumo


Neste artigo aborda-se, por intermédio de alguns dos aportes teóricos da Geografia Cultural, a variabilidade de ação por parte de determinados atores, em diversas escalas, nos processos de territorialização e de patrimonialização das missões jesuítico-guaranis. Para tanto, fez-se uso da literatura já disponível acerca do tema, discutindo-a face à produção documental de órgãos oficiais nacionais de preservação do patrimônio histórico-cultural (SPHAN/IPHAN, no Brasil, e Comisión Nacional, na Argentina), além daquela fornecida pela UNESCO, pelas instâncias administrativas e consultivas do MERCOSUL e por outras agências culturais. Com isso, objetiva-se apresentar algumas das práticas patrimoniais decorrentes do entrechoque desses atores, que, respondendo a interesses às vezes tão distintos, produzem conjuntos identitários, que, como “construções sociais” (PRATS, 1997), podem privilegiar diversas “memórias parciais” (HARTOG, 2013); e pontos de vista, que, sendo mais locais ou mais globais, podem reforçar discursos de ordem nacionalizante ou privilegiar a integração regional.

Palavras-Chave: Patrimônio Histórico-Cultural. Missões Jesuítico-Guaranis. Territorialidades.


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