Apontamentos epistemológicos a propósito da crise brasileira

Cremilda Celeste de Araújo Medina

Resumo


Tendo em vista a compreensão do Jornalismo entre as narrativas da contemporaneidade, imerso em um conjunto de limitações epistemológicas - paradigmas vencidos, observação carente de experiências presenciais e análises precipitadas ou provenientes de reducionismos mentais -, este artigo busca, a partir de uma leitura integral dos periódicos Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, no primeiro semestre de 2017, encontrar a manifestação de uma voz autoral que assine a voz coletiva no que tange a crise brasileira. Percebe-se, nesta leitura cultural, que é no Jornalismo de opinião que a imaginação criadora perante o caos alimenta quebras da razão analítica aprisionada pela esfera conceitual dada. O toque ensaístico se manifesta contrário, reticente, pluralista perante as afirmações/certezas estabelecidas. Conclui-se com uma proposta: o estímulo à reportagem-ensaio. Nela, o repórter que ousa a observação-experiência ensaia a compreensão sutil inspirada na responsabilidade ética, na qualificação técnica e na criatividade estética, permitindo romper com os reducionismos vigentes.


Palavras-chave


Jornalismo. Epistemologia. Crise. Autoria. Reportagem-ensaio.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19132/1807-8583201842.56-70



Intexto | E-ISSN 1807-8583

Classificação Qualis: B1 - Comunicação, Informação, História, Letras/Linguística  | B2 - Psicologia | B3 - Ciência Política e Relações Internacionais, Arquitetura, Urbanismo e Design, Ciências Ambientais, Interdisciplinar | B4 - Sociologia. 

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