As telas do sagrado ou o imaginário religioso da televisão

Jean-Jacques Wunenburger, Tradução de Ana Tais Martins Portanova Barros

Resumo


Busca-se nesse artigo apresentar a hipótese de o sucesso da televisão advir de sua eficácia em tomar o lugar do religioso, consolidando-se como ponto de reencontro com o sagrado, mas sem um deus, antropocentrado: uma automanifestação. Essa hipótese é investigada por meio da metodologia filosófica. Conclui-se que, em vez de mobilizar a comunhão, característica da integração dos fenômenos religiosos, a televisão promove o isolamento, assemelhando-se a ,uma religião truncada, uma síntese de todas as experiências sagradas. Essa constatação
contraria a suposta dessacralização propiciada pela técnica, engendrando uma paradoxal e simultânea ressacralização. As imagens na tela fazem reviver a hierofania do deus, das situações de possessão maléfica, de transformações de si no sentido de uma autodivinização.


Palavras-chave


Televisão. Imaginário. Religiosidade midiática. Ressacralização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19132/1807-8583201740.23-35



Intexto | E-ISSN 1807-8583

Classificação Qualis: B1 - Comunicação, Informação, História, Letras/Linguística  | B2 - Psicologia | B3 - Ciência Política e Relações Internacionais, Arquitetura, Urbanismo e Design, Ciências Ambientais, Interdisciplinar | B4 - Sociologia. 

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