A saúde imaginada: jornalismo e imaginário do risco

Denise Cristina Ayres Gomes

Resumo


O jornalismo facilita o acesso às informações sobre saúde e reconfigura o que é ser/sentir-se saudável na pós-modernidade. Utilizamos as noções de imaginário e tecnologias do imaginário para compreender a atuação do jornalismo como tecnologia do imaginário e a reconfiguração da saúde na pós-modernidade. Nosso corpus é constituído por doze matérias que abordam a noção de risco. As ocorrências foram publicadas no site da revista Veja entre os dias primeiro de janeiro e 15 de março de 2017, na editoria Saúde. Observamos que o dispositivo jornalístico evidencia prescrições e regramentos que criam ambiência e configuram a realidade como ameaça. Denominamos “saúde imaginada” à esfera que ultrapassa uma condição experenciada de disposição física e mental, transfigurando-se para a esfera simbólica. O fenômeno tende a ser apresentado como um estado ansiado, modulado pela instância científica e, sobretudo, midiática.

Palavras-chave


Jornalismo. Imaginário. Pós-modernidade. Saúde. Risco.

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Intexto | E-ISSN 1807-8583

Classificação Qualis: B1 - Comunicação, Informação, História, Letras/Linguística  | B2 - Psicologia | B3 - Ciência Política e Relações Internacionais, Arquitetura, Urbanismo e Design, Ciências Ambientais, Interdisciplinar | B4 - Sociologia. 

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