O que os cavalos estão dizendo? – uma interpretação da interpretação dos apostadores das corridas de cavalo

Rafael Velasquez

Resumo


Para os apostadores das corridas de cavalo não faz sentido dizer que a sua prática é um jogo de azar, mas sim um jogo de habilidades. Neste artigo me circunscrevo aos processos de estudos do programa de corrida e das análises semiótica e hermenêutica dos cavalos de corrida realizados pelos turfistas, que dei o nome de hipologia, que é um conjunto conhecimentos hípicos acumulados, e sempre atualizados. Parto da “construção” do cavalo de corrida, que marca a inexatidão da prática. E dessa inexatidão que descreverei como os “catedráticos” em corridas de cavalos realizam seus estudos para apostar, dividindo em duas partes. Na primeira parte, o estudo hermenêutico do cavalo “no papel” e, na segunda, o estudo semiótico vendo o cavalo “ao vivo”, onde se procura saber o que os cavalos estão dizendo com o galope de apresentação. E com isso, procuro me situar entre as discussões tanto dos processos de conhecimento como da relação humano-animal sobre uma possibilidade de comunicação.

Palavras-chaves: Corridas de Cavalo. Turfe. Relação Humano-Animal. Antropologia do Conhecimento. Antropologia da Aposta.

What are the horses saying? – an interpretation of gamblers interpretation in the horse racings

Abstract

For the punters in horse races it does not make sense to say that their practice is a game of chance, but a game of skills. This paper is limited to the processes of studies of the running program and the semiotics and hermeneutic analysis of racehorses made by them, which I called hippology, which is a set accumulated equestrian knowledge and always up to date. I start by the “construction” of the racehorse, which marks the inaccuracy of practice. And this inaccuracy I will describe how the “full professors” in horse racing realize their studies to bet, dividing into two parts. In the first part, the hermeneutic study of the horse “on paper” and, in the second, the semiotic study of seeing the horse “live”, where one seeks to know what the horses are saying with the galloping presentation. By this I look foward to place myself among the discussions about both knowledge processes and the human-animal relationship like a possibility of communication.

Kaywords: Horse Races. Turf. Human-Animal Relationship. Anthropology of Knowledge. Gambling Studies.


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DOI: http://dx.doi.org/10.22456/1984-1191.70000

Revista Iluminuras - Publicação Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais - NUPECS/LAS/PPGAS/IFCH/UFRGS

E-ISSN 1984-1191