DELATORES À BRASILEIRA: ENTRE A CUMPLICIDADE E O ACASO

Juliane Vargas Welter

Resumo


O presente artigo investiga a figura ambígua do delator na literatura brasileira contemporânea. Para tanto, analisará quatro romances: Onde andará Dulce Veiga? (1990), de Caio Fernando Abreu; Benjamim (1995), de Chico Buarque; Não falei (2004), de Beatriz Bracher; e Cabo de Guerra (2016), de Ivone Benedetti. O movimento argumentativo se orientará a partir da relação entre a literatura e a sociedade, tendo como dado histórico a ditadura militar e a redemocratização. Dessa forma, será guiado pelos escritos de Freud (1987; 1996), Ricoeur (2007), Schwarz (1978; 1999) e Seligmann-Silva (2005; 2012) articulando categorias como trauma e memória à discussão sobre a forma literária. Intenta-se assim refletir sobre como a elaboração estética internaliza as demandas da contemporaneidade brasileira.

Palavras-chave


forma literária; literatura brasileira contemporânea; delator; ditadura.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22456/2236-6385.67853



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)