O NIILISMO NO ROMANCE GRAÇA

Lucas e Rauer Fernando e Ribeiro Gonçalves e Rodrigues

Resumo


O presente artigo analisa as ressonâncias do niilismo no romance Graça, de Luiz Vilela (1989), refletindo sobre sua constituição de palimpsesto ao retratar os relacionamentos conjugais da personagem-narradora Epifânio. O referencial teórico da pesquisa é o pensamento de Friedrich Nietzsche, filósofo que caracterizou diversos desdobramentos no âmbito do niilismo, e conceitos formulados por Milan Kundera, romancista que abordou a temática da memória poética como processo nietzschiano do eterno retorno. O romance de Vilela apresenta um relato imaginoso que coloca em cena não apenas um dos temas mais recorrentes da literatura universal, que é a questão do encontro amoroso, como também, e uma vez mais, a própria problemática da construção de discurso ficcional e das potencialidades da linguagem na mediação entre vida e criação artística.

Palavras-chave


Eterno Retorno; Luiz Vilela; Nietzsche; Niilismo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22456/2236-6385.67830



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)