NOÇÃO DE LÍNGUA NA TRADUÇÃO E NA TRADUÇÃO INVERSA: UMA PERSPECTIVA ENUNCIATIVA

Sara Luiza Hoff, Valdir do Nascimento Flores

Resumo


Partindo-se da percepção de que há poucos estudos sobre o fenômeno da tradução inversa, havendo, portanto, espaço e necessidade para trabalhos sobre a prática, este trabalho objetiva refletir sobre a versão – considerando-a em contraste com a tradução stricto sensu –, em especial quanto às operações e aos mecanismos linguísticos utilizados pelo tradutor. A reflexão toma como categorias teóricas de análise as noções de semiótico e semântico, elaboradas por Émile Benveniste. São apresentados e analisados dados oriundos de observação participante feita durante aulas de uma disciplina de prática de versão do inglês da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). As análises permitem entender que há algumas diferenças fundamentais quando o texto é traduzido ou vertido. De um modo geral, enquanto os que fazem versões têm maior facilidade para interpretar o sentido da língua de partida em uso, ou seja, no domínio semântico, muitas vezes eles enfrentam dificuldades para determinar as unidades semióticas adequadas para o texto de chegada. Os que fazem tradução, por outro lado, desconhecem unidades semióticas do texto de partida, mas não enfrentam maiores dificuldades para a produção do texto de chegada.

Palavras-chave


Tradução inversa; tradução; Émile Benveniste; semiótico; semântico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22456/2236-6385.67183



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E-ISSN 2236-6385 (versão eletrônica)