Entre o nacional e o regional: uma reflexão sobre a importância dos recortes espaciais na pesquisa e no ensino da História

André Roberto de Arruda Machado

Resumo


Ao propor a discussão de qualquer problema, seja ao ensinar ou pesquisar, o historiador sempre faz um recorte espacial que julga ser o mais adequado para compreender o objeto em estudo. Esse é um problema crucial para qualquer historiador, mas ainda mais evidente para aqueles que estudam ou vivem em regiões consideradas como periféricas, como o Pará, já que a história tida como “nacional” frequentemente ignora ou relega ao segundo plano os eventos ocorridos nesses locais. Partindo de exemplos de pesquisa sobre a história do Grão-Pará durante a independência e o Império do Brasil, esse artigo pretende refletir sobre quatro pontos principais: 1) O recorte espacial é uma questão metodológica e, como tal, reflete a visão de mundo do historiador professor / pesquisador; 2) O potencial do estudo e ensino sobre regiões periféricas para problematizar as grandes questões nacionais; 3) A necessidade de problematizar os eventos locais dentro de contextos mais amplos; 4) Os diferentes sentidos da “história regional” em São Paulo e no Pará.

Palavras-chave


História do Brasil; Estado

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DOI: http://dx.doi.org/10.22456/1983-201X.61317

Anos 90 - Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul