Intermitências Infames: loucura e alteridade na cidade aberta.

Mario Cesar Carvalho de Moura Candido, Maria Cristina Campello Lavrador

Resumo


Este artigo é produto de uma parceria cotidiana junto a moradores de residências terapêuticas, ex-internos de um hospital psiquiátrico, na região metropolitana de Vitória-ES. O estudo se concentra nas formas de relação que os antigos internos são capazes de construir junto à urbe, trabalhando conceitualmente algumas noções que buscam ativar as interferências que este processo pode gerar na cotidianidade dos modos de estar nos espaços da cidade. Foram utilizados registros em cadernos de campo que inspiraram a produção de pequenas narrativas distribuídas ao longo do texto. Os resultados se abrem para uma reflexão que visa situar alguns dos atuais desafios da luta antimanicomial, bem como incitar um processo que renove e amplie a vida em suas dimensões políticas de criação compartilhada.    

Palavras-chave: saúde mental; cidade; política.  


Palavras-chave


Saúde mental; cidade; política.

Texto completo:

PDF

Referências


Agamben, G. (2016, 25 de janeiro). Vers une théorie de la puissance destituante [Blog]. Recuperado de https://lundi.am/vers-une-theorie-de-la-puissance-destituante-Par-Giorgio-Agamben.

Baptista, L. A. (1999). A cidade dos sábios. São Paulo: Summus.

Baptista, L. A. (2012). O veludo, o vidro e o plástico. Niterói, RJ: Editora da UFF.

Blanchot, M. (2007). A conversa infinita: a experiência limite. São Paulo: Escuta.

Brasil. (2004). Residências terapêuticas: o que são, para que servem. Brasília: Ministério da Saúde.

Calvino, I. (2011). As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras.

Cidade aberta. (2014, 22 de maio). In Wikipédia: a enciclopédia livre. Recuperado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_aberta.

Deleuze, G. (2010). Conversações. São Paulo: Editora 34.

Didi-Huberman, G. (2014). Sobreviência dos vaga-lumes. Belo Horizonte: Editora UFMG.

Foucault, M. (2003). A vida dos homens infames. Em M. B. MOTTA (Org.), Michel Foucault: estratégia, poder-saber. Ditos e escritos IV (pp. 203-222). Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Foucault, M. (2013). O pensamento do exterior. Em M. B. MOTTA (Org.). Michel Foucault: estética: literatura e pintura, música e cinema. Ditos e escritos III (pp. 223-246). Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Guattari, F. (1990). As três ecologias. Campinas, SP: Papirus.

Levy, T. S. (2011). A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Machado, L D.; Lavrador, M. C. C. (2002). Subjetividade e loucura. Em L. D. Machado; M. C. C. Lavrador & M. E. B. Barros (Orgs.), Texturas da psicologia: subjetividade e política no contemporâneo. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Pelbart, P. P. (1990). Manicômio mental: a outra face da clausura. Em A. LANCETTI (Org.). Saúdeloucura: número 2. São Paulo: Hucitec.

Rossellini, R. (diretor e produtor). (1945). Roma, cidade aberta [filme/dvd]. Itália.




DOI: http://dx.doi.org/10.22456/2238-152X.66120

 Scientific Electronic Library Online          

 

ISSN: 2238-152X.