Antigone’s “Choice for the Destiny of Niobe”: Hölderlin’s “Remarks on Antigone” in the Writings of Paul de Man

Cynthia Chase

Resumo


As Anmerkungen zur Antigone, ou Observações sobre Antígona, a segunda parte do comentário que ele escreveu acompanhando suas traduções de Édipo e Antígona de Sófocles, estão entre os textos mais difíceis, densos e rebarbativos. Descreverei, nesse ensaio, como as Observações sobre Antígona funcionam nos primeiros ensaios reveladores de Paul de Man de 1956 e 1959: em Processo e Poesia, ou melhor, para dar seu título original em Monde Nouveau, Le Devenir, la Poésie, e Hölderlin e a Tradição Romântica, palestra dada por de Man em Brandeis em fevereiro de 1959, a versão completa recentemente redescoberta que foi publicada pela primeira vez no último outubro em Diacritics. Uma leitura complexa e amplamente implícita de passagens chave de Anmerkungen zur Antigone de Hölderlin é a base para que de Man delineasse a situação histórica e a estrutura ontológica da poesia moderna. Esses textos primeiros textos de de Man dizem respeito a autores muito importantes em sua obra mais tardia – Baudelair, Mallarmé e, sobretudo, Rousseau.  Possibilitam observar também como de Man lê Hölderlin. Além disso, os textos de Hölderlin sobre os quais de Man se concentra nessas primeiras leituras – ou seja, as Anmerkungen, a Carta a Böhlendorff, e o poema “Der Rhen” – têm a capacidade de nutrir nosso entendimento contemporâneo da literatura e história europeia.

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