Enquadramentos teórico-conceituais sobre o fracasso da ALCA: uma análise a partir da atuação brasileira durante o Governo FHC (1995-2002)

Klei Medeiros, Ícaro Faustino Lopes, Tales de Paula Roberto de Campos

Resumo


Este artigo objetiva revisitar o processo de regionalização proposto pelos EUA para a América Latina e a forma pela qual o governo brasileiro, sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), levou a cabo as negociações de modo a prevenir sua concretização e consolidar um polo de poder econômico independente na região: o MERCOSUL. O artigo apresenta distintas perspectivas teóricas para interpretar esse fenômeno: a regionalização econômica de Balassa (2013); a teoria dos jogos (AXELROD & KEOHANE, 1985; PUTNAM, 2010) e as abordagens sobre Governança Econômica Global (WOODS, 2006). Ao fim, concluímos sobre quais aspectos teórico-conceituais predominaram na posição do governo FHC de não aceitar o Acordo de Livre Comercio das Américas. Um dos aspectos fundamentais fora o modo de negociação levado à cabo por FHC junto aos EUA: o que aqui denominamos “jogo de três níveis”. Ademais, o presidente visava consolidar o país como um dos polos econômicos de poder em meio à integração macroeconômica e financeira com o Cone Sul.

Palavras-chave


ALCA; Fernando Henrique Cardoso; Governança Econômica Global

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DOI: https://doi.org/10.22456/2178-8839.74840

 

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Conjuntura Austral - ISSN: 2178-8839

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